Era uma vez….
… uma pulga saltitona que vivia no Pompom e era muito
comilona.
O Pompom era grande e felpudo que nem se apercebia do
intruso abelhudo.
A pulga saltava e saltava para tudo poder ver.
Às vezes sentia-se só, sem nada para fazer.
O Pompom nem sequer a conhecia.
Com a pata coçava a comichão que sentia.
Nas vésperas do Natal, a pulga chorava.
Não tinha ninguém, só do Pompom gostava.
Ao Pompom queria contar que ali vivia.
Mas como poderia dizer o que sentia?
Então um dia, pensou e decidiu.
Tanto saltou, tanto saltou que o Pompom algo sentiu.
E lá estava a pulga na ponta do seu nariz.
E estava tão feliz.
O Pompom pôs os olhos em bico e quase que lhe deu um fanico.
Com um chapéu vermelho ela dançava e o Pompom só gargalhava.
E assim os dois amigos ficaram.
E na noite de consoada se juntaram.
Nessa noite uma aventura viveram.
Da qual nunca se esqueceram.
Por volta da meia-noite em ponto, ouviu-se alguém a contar
um conto.
Era o barbudo do Pai Natal.
Com uma voz grossa dizia uma coisa especial.
Que a amizade verdadeira, bonita e traquina,
não se encontra por aí em qualquer esquina.
Que entre uma pulga e um cão, a amizade vem do coração.
E por isso felizes vão ser, porque das diferenças não quiseram
saber.
A assim ficou a amizade selada, e até hoje não foi quebrada!
Ana Pinto
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