quinta-feira, 31 de janeiro de 2019


Três horas… três horas de desilusão, de descontentamento, de amargura, de arrependimento. Três horas do dia bastaram para me roubar sorriso, semear tristezas e derrubar as minhas crenças. Três horas…
Estará assim tudo errado em mim, serei eu?
Não há fórmulas corretas… bolas! Digo isto tanta, tanta vez. Tento, tento tanto ser eu mesma e confiar nos meus instintos, no que acho mais acertado.
Mas é como a bola de sabão que moldamos com todo o cuidado, que queremos ver ganhar altitude e voar em toda a sua plenitude e beleza e, antes mesmo de voar, rebenta. Rebenta mesmo antes de se formar, antes de ser bola de sabão.
E no olhar da criança esperançosa e cheia de alegria, vai-se o brilho… enche-se o olhar de tristeza, de desilusão.
Há dias em que perco. Ou porque tem água a mais, ou produto a mais, as bolas não se formam. Perco a vontade de tentar de novo.
Três horas… Não quero mais fazer bolas de sabão. Não há motivos para as fazer.