Três horas… três horas de desilusão,
de descontentamento, de amargura, de arrependimento. Três horas do dia bastaram
para me roubar sorriso, semear tristezas e derrubar as minhas crenças. Três horas…
Estará assim tudo errado em mim,
serei eu?
Não há fórmulas corretas… bolas! Digo
isto tanta, tanta vez. Tento, tento tanto ser eu mesma e confiar nos meus
instintos, no que acho mais acertado.
Mas é como a bola de sabão que
moldamos com todo o cuidado, que queremos ver ganhar altitude e voar em toda a
sua plenitude e beleza e, antes mesmo de voar, rebenta. Rebenta mesmo antes de
se formar, antes de ser bola de sabão.
E no olhar da criança esperançosa
e cheia de alegria, vai-se o brilho… enche-se o olhar de tristeza, de
desilusão.
Há dias em que perco. Ou porque
tem água a mais, ou produto a mais, as bolas não se formam. Perco a vontade de tentar
de novo.
Três horas… Não quero mais fazer
bolas de sabão. Não há motivos para as fazer.
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