Sim, mesmo sem que eu queira elas
vão aparecendo, uma atrás da outra lembrando como é bom ouvir a voz tranquila
de quem gostamos. Há noites em que os sonhos nos despertam de uma forma
horrível. E há no coração um aperto que nos faz pegar no telefone e ligar.
Não há coincidências, não há
mesmo. E também não há amizades gastas pelo tempo. Não são papéis desbotados e
amarrotados, sem cor e sem utilidade atirados para um canto qualquer, esquecidos
por detrás de um móvel que há muito não é arrastado.
As amizades são como um banho
quentinho, fazem-nos um bem enorme, aquecem-nos a alma e enriquecem as nossas
vidas. E podemos não estar em corpo mas sabemos que estão lá e que basta um
gesto para lhe arrancarmos um sorriso e para lhes tornar o dia diferente. E que
um gesto por mais pequeno que seja é o suficiente para sabermos que o papel tem
cor, e ainda está intacto guardado com todo o cuidado no mural da nossa vida.
Não há nada que valha mais do que
saber apreciar uma amizade, não há nada que valha mais do que saber que não há
o medo de não ser entendida, ou de pedir ajuda… nada vale mais do que a entrega
de um amigo, a entrega completa. O amigo que nos sabe é o amigo.
Se as lágrimas correm hoje, é de
felicidade por Deus me mostrar quem são os importantes, o que é mais importante.
Hoje sei que não vale a pena
forçar, não vale a pena lutar… é natural, é assim.
Hoje no brilho de um olhar
senti-me feliz, hoje no sorriso do lado de lá do telefone chorei de felicidade.
Sou feliz porque tenho a amizade
pura, singela e natural na minha vida. Obrigada por isso.