quinta-feira, 25 de julho de 2013

Hoje acercou-se de mim
Arrancou a chama de uma só vez
E virou costas…
Ouvi o riso trapaceiro à medida que se afastava.

-Não vás!

Gritei o mais alto que pude
Mas o som era mudo
Fiquei uma boneca
Inanimada, parada
Sem brilho no olhar
Esquecida na viela
Espezinhada pelos bichos
Desprezada pelos demais…

Volta!

Afinal com que direito me roubas?
Porque me levas a alma?
Porque me levas o ânimo?

Não me leves de mim
Não me conheço assim

Quero o sorriso no olhar
Quero o brilho do meu ser
Quero ser a chama


Volta!

domingo, 21 de julho de 2013

O carro escondido

E hoje dizia-me o noivo: “Mais difícil foi encontrar o carro, faço analogia aos verdadeiros amigos”.
Não há imagens, vídeos ou palavras que descrevam o dia de ontem. Verdadeiramente surpreendente, um dos melhores dias da minha vida, sem dúvida alguma.
Há mesmo que consiga extrair de nós o melhor que temos para dar. Bastaram dois papéis enrolados para colocar um sorriso no coração… palavras dirigidas para mim, de dois amigos que resolveram fazer caminho juntos.
Depois soltei a gargalhada que anda aqui presa há um tempo… “wedding team”? LOLOL… fantásticos babetes… 
Fizeram-se puzzles, as pessoas mexeram-se e misturaram-se, bateram palmas, vibraram com os desafios que iam sendo colocados e tenho a certeza que durante este dia todos os convidados calçaram as botas nos pés, pegaram no bastão de caminhada e estiveram ao vosso lado… foi lindo o modo como nos conseguiram envolver. Acredito que só há aprendizagem se houver envolvimento e este casamento viverá para sempre na memória daqueles que vos acompanharam porque estiveram presentes e todos contribuíram para a construção do quadro… o vosso quadro… o vosso começo… os dois caminhos que se tornaram um.
A amizade. Foi ela que vos uniu. É ela que nos une. E bastou um olhar vosso para que as palavras se soltassem, para que as coisas acontecessem e para que momentos mágicos surgissem.

Por isso não nos importemos de passar muito tempo a pensar que não temos amigos e a ansiar para que surjam… quando menos esperamos lá estão eles, escondidos com o “rabo de fora”. Mas quando os encontramos, é mágico…

terça-feira, 16 de julho de 2013

A amizade é como um banho quentinho...

Sim, mesmo sem que eu queira elas vão aparecendo, uma atrás da outra lembrando como é bom ouvir a voz tranquila de quem gostamos. Há noites em que os sonhos nos despertam de uma forma horrível. E há no coração um aperto que nos faz pegar no telefone e ligar.
Não há coincidências, não há mesmo. E também não há amizades gastas pelo tempo. Não são papéis desbotados e amarrotados, sem cor e sem utilidade atirados para um canto qualquer, esquecidos por detrás de um móvel que há muito não é arrastado.
As amizades são como um banho quentinho, fazem-nos um bem enorme, aquecem-nos a alma e enriquecem as nossas vidas. E podemos não estar em corpo mas sabemos que estão lá e que basta um gesto para lhe arrancarmos um sorriso e para lhes tornar o dia diferente. E que um gesto por mais pequeno que seja é o suficiente para sabermos que o papel tem cor, e ainda está intacto guardado com todo o cuidado no mural da nossa vida.
Não há nada que valha mais do que saber apreciar uma amizade, não há nada que valha mais do que saber que não há o medo de não ser entendida, ou de pedir ajuda… nada vale mais do que a entrega de um amigo, a entrega completa. O amigo que nos sabe é o amigo.
Se as lágrimas correm hoje, é de felicidade por Deus me mostrar quem são os importantes, o que é mais importante.
Hoje sei que não vale a pena forçar, não vale a pena lutar… é natural, é assim.
Hoje no brilho de um olhar senti-me feliz, hoje no sorriso do lado de lá do telefone chorei de felicidade.

Sou feliz porque tenho a amizade pura, singela e natural na minha vida. Obrigada por isso.