sábado, 21 de junho de 2014

Há dias em que me questiono sobre a pertinência de andar aqui por este mundo deambulando entre situações que nos vão fazendo pensar que raio de intuito tem estes poucos anos que cá andamos.
Sentada no centro comercial olhando as pessoas que vão passando reparo nas suas expressões. Há felicidade estampada no rosto de alguns, há a pressa de outros, há a angústia em muitos e tenho vontade de saber qual a sua história. Todos nós temos uma história única. Mais ninguém vive aquilo que cada um de nós viveu. Cada situação que nos surge é sempre diferente, embora possa ter traços comuns com algumas outras histórias. Daí a riqueza deste mundo. Milhões de pessoas, cada uma com a sua história, com a sua personalidade.
Sei que há um propósito, uma razão. Cada um tem uma missão neste mundo. A cada um de nós teve várias oportunidades, as dificuldades, os desafios que os fizeram ser quem são, pessoas que marcaram nossas vidas. São as aventuras pelas quais passamos que vão enchendo a nossa alma, que nos vão moldando.
Sabemos que o tempo que aqui passamos é efémero, sabemos. Mas só sentimos a fugacidade da vida quando nos deparamos com alguém que estava mesmo aqui ao nosso lado e que do nada desaparece para sempre. Fica o vazio, a tristeza, a solidão. E faz-nos pensar. O que quero eu fazer com o meu tempo aqui nesta vida? O que importa afinal?
Sei qual é a minha missão. Sempre soube. Sei os dons que tenho. Sei de que é feito o meu vaso, sei o que está lá dentro.
A minha história é a minha. Agora, está nas minhas mãos transformar a minha história naquilo que eu quiser. Nas minhas vivências, nas minhas experiências encontrei-me e sei o que quero deixar aqui nesta vida. Não vou passar por ela despercebida, não vou sobreviver à espera do dia. Deixar a minha marca.

E tu, que vais fazer com a tua história?

terça-feira, 3 de junho de 2014

Mais um dia cinzento lá fora.
Aqui também não há raios de sol.
Ainda tudo numa névoa,
numa confusão estranha,
numa sensação de aprisionamento.
Domina-me a falta de forças.
Uma inércia absurda que me acorrenta.

Não quero falar com ninguém
Não quero ouvir nada
Tudo o que dizem é da boca para fora
Palavras tolas sem sentido
Que me magoam

Não sabem nada sobre mim
Não pensem que sabem
Não pensem que distinguem
Aquilo que me faz feliz
Daquilo que me tira do sério

Pessoas que falam sem sentir
Pessoas que falam sem saber
Pessoas que não se poem no nosso lugar
Pessoas que falam de cor
Pessoas que falam bem
Mas cujas atitudes são o oposto
Pessoas que não são
Mas que usam palavras bonitas para o ser
Pessoas que se auto valorizam

Gosto de pessoas que amam
Que falam o que sentem por mais que doa
Que me sabem e que me amam assim
Que podem não concordar comigo
Mas que respeitam
Que pensam antes de falar
Que sabem pedir desculpa
Que aceitam as minhas desculpas
Que acima de tudo têm atitudes
Em vez de palavras
Pessoas que valem pelas suas ações
Pessoas que me inspiram
Pela simplicidade do ser
Que andam invisíveis a mudar o mundo
A oferecer amor, carinho, pequenos gestos

Que nos deixam um travo de doçura no nosso coração