Há dias em que me questiono sobre
a pertinência de andar aqui por este mundo deambulando entre situações que nos
vão fazendo pensar que raio de intuito tem estes poucos anos que cá andamos.
Sentada no centro comercial
olhando as pessoas que vão passando reparo nas suas expressões. Há felicidade
estampada no rosto de alguns, há a pressa de outros, há a angústia em muitos e
tenho vontade de saber qual a sua história. Todos nós temos uma história única.
Mais ninguém vive aquilo que cada um de nós viveu. Cada situação que nos surge
é sempre diferente, embora possa ter traços comuns com algumas outras
histórias. Daí a riqueza deste mundo. Milhões de pessoas, cada uma com a sua
história, com a sua personalidade.
Sei que há um propósito, uma
razão. Cada um tem uma missão neste mundo. A cada um de nós teve várias
oportunidades, as dificuldades, os desafios que os fizeram ser quem são, pessoas
que marcaram nossas vidas. São as aventuras pelas quais passamos que vão
enchendo a nossa alma, que nos vão moldando.
Sabemos que o tempo que aqui
passamos é efémero, sabemos. Mas só sentimos a fugacidade da vida quando nos
deparamos com alguém que estava mesmo aqui ao nosso lado e que do nada
desaparece para sempre. Fica o vazio, a tristeza, a solidão. E faz-nos pensar.
O que quero eu fazer com o meu tempo aqui nesta vida? O que importa afinal?
Sei qual é a minha missão. Sempre
soube. Sei os dons que tenho. Sei de que é feito o meu vaso, sei o que está lá
dentro.
A minha história é a minha.
Agora, está nas minhas mãos transformar a minha história naquilo que eu quiser.
Nas minhas vivências, nas minhas experiências encontrei-me e sei o que quero
deixar aqui nesta vida. Não vou passar por ela despercebida, não vou sobreviver
à espera do dia. Deixar a minha marca.
E tu, que vais fazer com a tua
história?
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