terça-feira, 3 de junho de 2014

Mais um dia cinzento lá fora.
Aqui também não há raios de sol.
Ainda tudo numa névoa,
numa confusão estranha,
numa sensação de aprisionamento.
Domina-me a falta de forças.
Uma inércia absurda que me acorrenta.

Não quero falar com ninguém
Não quero ouvir nada
Tudo o que dizem é da boca para fora
Palavras tolas sem sentido
Que me magoam

Não sabem nada sobre mim
Não pensem que sabem
Não pensem que distinguem
Aquilo que me faz feliz
Daquilo que me tira do sério

Pessoas que falam sem sentir
Pessoas que falam sem saber
Pessoas que não se poem no nosso lugar
Pessoas que falam de cor
Pessoas que falam bem
Mas cujas atitudes são o oposto
Pessoas que não são
Mas que usam palavras bonitas para o ser
Pessoas que se auto valorizam

Gosto de pessoas que amam
Que falam o que sentem por mais que doa
Que me sabem e que me amam assim
Que podem não concordar comigo
Mas que respeitam
Que pensam antes de falar
Que sabem pedir desculpa
Que aceitam as minhas desculpas
Que acima de tudo têm atitudes
Em vez de palavras
Pessoas que valem pelas suas ações
Pessoas que me inspiram
Pela simplicidade do ser
Que andam invisíveis a mudar o mundo
A oferecer amor, carinho, pequenos gestos

Que nos deixam um travo de doçura no nosso coração

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