E, num só minuto, revivo todo aquele tempo.
Indecisões, emoções, paixões, desilusões, sentimentos exacerbados, sentimentos ocultos, tempestades em copos de água, amizades perpétuas, ódios profundos, deslumbramentos, ingenuidades, crenças, convicções, verdades inquestionáveis... mais paixões, por este, por aquele, por isto, por aquilo, paixões...
Um minuto… um choro sentido, uma lágrima sofrida, um desespero incompreendido, um ciúme ardente., um amor impossível.
Um minuto… um riso histérico, um olhar apaixonado, um sorriso ingénuo, um soltar de palavras ridículas e incompreensíveis.
Um minuto… e toda a escola, as turmas, os professores, em casa, fora de casa….
Um minuto… a pior inimiga do mundo, a paixão mais ardente, o professor mais detestado, o professor mais cobiçado.
Um minuto… o querer sair de casa, o não suportar os pais, os irmãos….
Um minuto… o mundo a acabar e eu ser a única no mundo que me entende (ou não)…
Ninguém me entende. Num minuto.
E já passaram tantos minutos depois disso.
Afinal, todos passamos pelo mesmo, não é verdade?
ResponderEliminarSão minutos que o relógio não contabiliza, mas que nas nossas mentes perduram.
E agora... agora olho e vejo esses minutos a se aproximarem. Noutros corpos, noutras mentes, noutros tempos.
Textos fantásticos.