Eu sou um gato meigo que se enrosca meigamente no colo dos que amo, que se deixa ficar no momento de ternura ronronando de brilho nos olhos. Sou o gato arisco que, quando se sente assustado ou até ameaçado, põe as garras de fora seja para quem for. Sou o gato que se esconde debaixo da mesa à espera que alguém passe para poder brincar. Sou um gato nostálgico que quer ficar só no canto dele sem a presença de ninguém.
Às vezes pareço ser inteligente e bonita, mas não sou. Sou sorridente e essa é a luz que espelha a alegria e a beleza. Pareço ser inocente. E sou. Inocente e esbardalhada. Sou o gato que se atira à mosca que está no vidro da sala e que fica lá com o focinho colado sem querer...
Quero ser eu. Quero ser este gato meigo, irrequieto e brincalhão. Quero ser o gato preto que passa despercebido mas que não se esquece.
(proposta de trabalho para os meus meninos: Sou, pareço ser e quero ser, no âmbito do texto biográfico... dá que pensar)
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