quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Gato Preto

Eu sou um gato meigo que se enrosca meigamente no colo dos que amo, que se deixa ficar no momento de ternura ronronando de brilho nos olhos. Sou o gato arisco que, quando se sente assustado ou até ameaçado, põe as garras de fora seja para quem for. Sou o gato que se esconde debaixo da mesa à espera que alguém passe para poder brincar. Sou um gato nostálgico que quer ficar só no canto dele sem a presença de ninguém.
Às vezes pareço ser inteligente e bonita, mas não sou. Sou sorridente e essa é a luz que espelha a alegria e a beleza. Pareço ser inocente. E sou. Inocente e esbardalhada. Sou o gato que se atira à mosca que está no vidro da sala e que fica lá com o focinho colado sem querer...
Quero ser eu. Quero ser este gato meigo, irrequieto e brincalhão. Quero ser o gato preto que passa despercebido mas que não se esquece.


(proposta de trabalho para os meus meninos: Sou, pareço ser e quero ser, no âmbito do texto biográfico... dá que pensar)

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