segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Os dias têm sido para mim pequenos gumes afiados que vão rasgando a minha pele deixando ensanguentadas as minhas mãos. São lágrimas salgadas que percorrem meu rosto procurando refúgio.
São as dores de quem vive já com algumas certezas. As dores de quem sabe que nunca haverá esperança. Fogem os sonhos das minhas mãos como uma folha de outono que é arrancada da sua árvore num dia de vento… solta-se e rebola sem destino pelo alcatrão, sofre com a chuva, e aos poucos vai secando e morrendo.
Não é que a minha vida seja inundada de infelicidade. Não é. Muito pelo contrário. São as peças que estão incompletas. O puzzle nunca ficará terminado. E eu olho para o painel e é tão lindo! Mas não está terminado. Ai de mim que me dói saber que nunca o terminarei.
Mudar! Impõe-se a mudança. Mas que mudanças acarretam as mudanças? Mas como combato os medos e as incertezas? Quero respostas, quero encontrar a solução. Mas como? Onde?
É esta roda viva. É este acordar e correr de um lado para o outro que nem barata tonta. É o querer chegar a todo lado.

Cansaço. Há em mim cansaço. Preciso que me dê um tempo. Preciso de me encontrar. Quero respostas. 

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