Dois mil e treze…
Depois de dois mil e nove, ou
melhor, juntamente a dois mil e nove, dois mil e treze… junto os dois num saco.
É o saco dos piores anos, das desilusões, das dores profundas. Senti o meu
limite nestes dois anos. Desci ao fundo do meu poço e fiquei por lá.
O ano que passou foi angustiante,
tirou-me as forças, perdi o controlo do meu corpo e da minha mente, houve dias
em que não me conheci, houve dias que não fui capaz de me encontrar.
Tive dias muito bons. Tive sim. Mas
não duraram muito. O esquecimento, o dia a dia, o corre corre são das coisas
piores. São os meus inimigos número um.
O meu dia a dia é desgastante. Os
meus fins de dia são cansativos. Os meus fins de semana preenchidos.
No ano que passou, pouco tempo
estive com os meus mais que tudo. E às vezes dou comigo a pensar onde estive
então? E sei onde estive. Papa Francisco, estive lá, mas não estive com quem
deveria ter estado.
Com base nisto decido: vou fechar
portas. Tenho de fechar portas. Não posso deixar entrar angústias, coisas que
me tornam miserável e que me levam para longe de mim. Não posso deixar de ser
eu.
A minha felicidade está aqui. Mesmo
aqui. Não devo procurá-la tipo geochaching há espera de ter uma pista que me
pode levar à caixa ou a lado nenhum. Aqui. Está aqui, sem pistas, nem caixas, o
meu alcance. Só tenho de estar disponível, de ter o coração aberto e a porta
fechada.
Agora com licença. Vou fechar a
porta. Vou até aqui ser feliz.
;)
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