Sou um esboço mal amanhado
Um desenho mal rabiscado
Confuso, todo emaranhado
De um lápis já cansado
Sou a água turva do rio
Baça, com um ar frio
Onde boiam impurezas
De alguém sem certezas
Sou um conjunto de palavras
Proferidas por gentes ousadas
Mas não sou isso não
Para me verem usem o coração
Retirem os óculos escuros
Libertem-se desses escudos
Sou a pureza, a tranquilidade
Sou a gota de amizade
Sou o equilíbrio da razão
Quem me encontra abre o seu coração
Fui condenado
Estive na cruz
Mas é o ser humano que me conduz
Liberta essas amarras
Ressuscita como eu fiz
Se eu em ti viver serás feliz.
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