quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Dream

São caminhos que se abrem à nossa frente. São escolhas que podemos fazer. São percursos que optamos por não fazer. São consequências.
Nos últimos dois anos deixei de ser morninha. Vivia a minha vida naquela rotina chata, a fazer algo que não me enchia as medidas, a sobreviver aos dias com o peso da tristeza e da insatisfação nos meus olhos, nos meus lábios. Dentro de mim crescia uma nuvem negra que se alastrava, que me dominava, que me afastava de mim mesma.
Ser morninha não é para mim. Sei que Deus espera mais. Sei que o melhor de mim está para vir e que o tempo não me dá mais tempo. Aqui e agora. É hora!
Depois há aqueles momentos chave da nossa vida. E o telefone toca e nós atendemos. E de repente estou deslumbrada por estudar de novo, sinto-me realizada, sinto-me mais eu, sinto-me desperta… a nuvem vai-se dissipando, aos poucos.
Não quero ser mais morninha. Largo o certo pelo incerto. Acredito em mim, acredito no que sou capaz. Sei que sou melhor, sei ser melhor e que Deus me ajude porque não vou baixar os braços.
Depois há um mail. E não vai para onde nós pensávamos que ia… mas foi… e passados uns meses ligam-nos. E ali estou, no sítio onde sempre quis estar. E estou nervosa, mas tão, mas tão feliz.
Agora há sol e vê-se. Basta reparar no meu olhar, o meu sorriso voltou, a minha alegria regressou e estou de braços abertos para os receber. Não. Não sei o dia de amanhã. Sei, sei que vou andar sempre na incerteza. Mas sei que darei sempre o meu melhor. Não duvido do que sou capaz. Fui escolhida e escolho este caminho. É esta a minha missão.

E quando um menino na catequese me pergunta se eu vi Deus fisicamente, eu digo-lhe que sim. Ele esteve na forma de vara bifurcada na praia no dia que decidi ir ouvir o mar, ele estava nas minhas mãos quando me enganei a enviar o mail, ele sussurra-me ao ouvido convidando-me a concretizar a minha missão. Tu não o vês? Não o ouves? Tens de estar mais atento. 

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