E que caia esta lágrima que trago
Que caia pesada e dorida
Ferida pela mágoa
Que deslize no meu rosto marcado
Pela dor, pela desilusão
Ou talvez pela ilusão
Que vida é esta que trago?
Ando enganada contigo, vida.
Afinal era isto que tinhas para mim?
Com uma mão estendes-me o estio ardente
Com a outra o inverno gelado
Que caminhos são estes?
Para onde me levas?
Sou impotente.
Nada há fazer?
Escurecem os céus
Rebentam em trovões desvairados
E cai a chuva
Mistura-se com a minha lágrima
Te imploro que me mostres esse arco iris
Que me mostres esse raio de sol
Basta!
Chega!
Extenuada do caminho
Enfraquecida pelos ventos e pelas lamas
Vou na corrente…
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